Acordei sem objetivo definido, aproveitei que não estava chovendo e levei o cachorro para passear até cansar, era certo que a chuva ia voltar com tudo. Dito e feito. O cachorro voltou feliz para casa e eu pude passar boas horas sem escutar reclamação (ele é lindo, fofo, não estraga as coisas, mas é bem reclamão, quando 'precisa' sair não desgruda um só segundo). Antes de voltar para casa parei na padaria, cheguei, preparei o café e, como não temos televisão, digo, não temos os canais, só o aparelho, colocamos um
filme para vermos enquanto tomávamos o café. Eu e meu sobrinho. Na verdade mal escolhemos o filme, nem pensamos, põe aí Beleza Americana! Eu ia ver só um pedaço, já o vi inúmeras vezes...Acabei revendo o fime todo. Eu gosto muito, os diálogos são ótimos, os atores são excelentes, sobretudo a Annete Bening. O filme todos já conhecem e quase todos já viram (e quem não viu, veja!) não vou resumir aqui, não ia servir para nada. É um filme super premiado, o primeiro e certamente o melhor de Sam Mendes. Acabei de me dar conta que já falei antes deste filme, e naquela época eu o estava revendo....
Continuo a leitura de A Montanha Mágica, estou na metade do livro, precisamente na página 530. É longo e fico tentada a ler outras coisas enquanto isso, às vezes leio um conto de Kawabata ou uma novela de Conrad, mas não quero me afastar da Montanha, não quero ficar um ano lendo ou ter que retomar a leitura por ter deixado o livro de lado muito tempo. Já fiz muito isso. Além do mais estou adorando o livro, a leitura não é fácil, mas também não é difícil, flui tranquila, já criei intimidade com os personagens. Até aqui a história se passa basicamente no sanatório para tuberculosos , em Davos, Hans Castorp, o personagem principal, vai ao sanatório vis
itar o primo Joachim que está se tratando ali. Era para ser uma visita rápida, três semanas, mas Hans Castorp termina, ele também, meio prisioneiro daquele lugar. A história começa em 1907, ou seja, pouco antes da primeira guerra, momento crucial na Alemanha. Ok, um dos momentos cruciais da Alemanha. Ao que parece, nessa época os dois irmãos Mann não estavam em bons termos porque Thomas tinha uma visão bem mais conservadora sobre o papel político da Alemanha do que o irmão, Heinrich, felizmente Thomas Mann reconsidera a sua posição depois de algum tempo.Acrescento como curiosidade que a mãe de Thomas Mann, Julia da Silva Bruhns, era brasileira, João Silvério Trevisan escreveu um romance baseado na vida dela, o título é Ana em Veneza, eu o li há alguns anos e gostei muito.






