domingo, 25 de abril de 2010

Hoje é domingo

Acordei sem objetivo definido, aproveitei que não estava chovendo e levei o cachorro para passear até cansar, era certo que a chuva ia voltar com tudo. Dito e feito. O cachorro voltou feliz para casa e eu pude passar boas horas sem escutar reclamação (ele é lindo, fofo, não estraga as coisas, mas é bem reclamão, quando 'precisa' sair não desgruda um só segundo). Antes de voltar para casa parei na padaria, cheguei, preparei o café e, como não temos televisão, digo, não temos os canais, só o aparelho, colocamos um filme para vermos enquanto tomávamos o café. Eu e meu sobrinho. Na verdade mal escolhemos o filme, nem pensamos, põe aí Beleza Americana! Eu ia ver só um pedaço, já o vi inúmeras vezes...Acabei revendo o fime todo. Eu gosto muito, os diálogos são ótimos, os atores são excelentes, sobretudo a Annete Bening. O filme todos já conhecem e quase todos já viram (e quem não viu, veja!) não vou resumir aqui, não ia servir para nada. É um filme super premiado, o primeiro e certamente o melhor de Sam Mendes. Acabei de me dar conta que já falei antes deste filme, e naquela época eu o estava revendo.
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Continuo a leitura de A Montanha Mágica, estou na metade do livro, precisamente na página 530. É longo e fico tentada a ler outras coisas enquanto isso, às vezes leio um conto de Kawabata ou uma novela de Conrad, mas não quero me afastar da Montanha, não quero ficar um ano lendo ou ter que retomar a leitura por ter deixado o livro de lado muito tempo. Já fiz muito isso. Além do mais estou adorando o livro, a leitura não é fácil, mas também não é difícil, flui tranquila, já criei intimidade com os personagens. Até aqui a história se passa basicamente no sanatório para tuberculosos , em Davos, Hans Castorp, o personagem principal, vai ao sanatório visitar o primo Joachim que está se tratando ali. Era para ser uma visita rápida, três semanas, mas Hans Castorp termina, ele também, meio prisioneiro daquele lugar. A história começa em 1907, ou seja, pouco antes da primeira guerra, momento crucial na Alemanha. Ok, um dos momentos cruciais da Alemanha. Ao que parece, nessa época os dois irmãos Mann não estavam em bons termos porque Thomas tinha uma visão bem mais conservadora sobre o papel político da Alemanha do que o irmão, Heinrich, felizmente Thomas Mann reconsidera a sua posição depois de algum tempo.

Acrescento como curiosidade que a mãe de Thomas Mann, Julia da Silva Bruhns, era brasileira, João Silvério Trevisan escreveu um romance baseado na vida dela, o título é Ana em Veneza, eu o li há alguns anos e gostei muito.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

o poema da sexta-feira

Canção tola

Mamãe.
Eu quero ser de prata.

Filho,
terás muito frio.

Mamãe.
Eu quero ser de água.

Filho,
terás muito frio.

Mamãe.
Borda-me em tua almofada.

Isso sim!
Agora mesmo!
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Cancíón tonta

Mamá.
Yo quiero ser de plata.

Hijo,
tendrás mucho frío.

Mamá.
Yo quiero ser de agua.

Hijo,
tendrás mucho frío.

Mamá.
Bórdame en tu almohada.

¡Eso sí!
¡Ahora mismo!

Federico GARCIA LORCA

Trad. William Agel de Melo

domingo, 18 de abril de 2010

Cuidado com o peso e a forma

Este é o título de um interessante artigo do Contardo Calligaris que pode ser lido no Oriente-se. A ideia defendida pelo autor é exatamente o contrário do que vou contar aqui, segundo ele quanto menos as pessoas têm controle sobre a vida, mais elas tentam controlar o próprio corpo, em princípio, seria mais fácil.
Há alguns anos uma amiga teve uma experiência bizarra numa escola particular onde ensinava, uma reunião tinha sido marcada, ela entra na sala de reuniões e só vê os professores 'mais cheinhos', que é também o caso da minha amiga. A reunião era justamente sobre 'peso', controle de peso, minha amiga disse que os professores mal podiam acreditar no que estavam ouvindo, mas a diretora dizia, resumindo, que aqueles professores não tinham controle nem sobre o próprio corpo, como esperavam controlar uma turma? Imaginem o constrangimento. Enfim, de acordo com Calligaris a diretora estava completamente equivocada, além de ser uma péssima educadora.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Paris vista da Torre Eiffel

No site da Torre.
Boa visita!

o poema da sexta-feira

Visto à luz do sol
é apenas um inseto
o pirilampo

Bashô


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Os romances que ninguém deve morrer sem ler

De acordo com

Harold Bloom


O crítico Harold Bloom selecionou apenas dez títulos


A cartuxa de Parma – Stendhal

Emma – Jane Austen

Grandes esperanças – Charles Dickens

Crime e castigo – Dostoievski

Retrato de uma senhora – Henry James

Em busca do tempo perdido – Marcel Proust

A montanha mágica – Thomas Mann

Moby Dick – Herman Melville

Enquanto agonizo – William Faulkner

O leilão do lote 49 – Thomas Pynchon


Fonte: Revista Época

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Estou, neste momento, lendo A Montanha Mágica, mas não por causa da lista do Bloom (por causa da minha própria lista), é um livro que eu queria ler há tempo. O engraçado é que li em mais de um lugar que A Montanha Mágica não é a obra mais importante de Mann, mas foi a única dele que o H. Bloom colocou na lista. Será que ele não leu os outros? Brincadeira....

Exportadora de implantes mamários é investigada por fraude no silicone

Qua, 14 Abr, 10h35

PARIS, França (AFP) - A fabricante francesa de implantes mamários Poly Implant Prothese (PIP), que exportava 90% de sua produção e tinha clientes no Brasil, Venezuela, Argentina, Chile e Colômbia, entre outros países, está na mira da justiça por um caso inédito de fraude na composição de seu silicone.
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As investigações abertas pela promotoria de Marselha, sul da França, se somou a uma primeira queixa apresentada por uma mulher em 2009 acusando os implantes de "colocar em perigo a vida do próximo".

A Poly Implant Prothese, que até há alguns anos era o número três do setor, sofreu um revés aparentemente irreversível nas últimas duas semanas.

No final de março, a Agência de Segurança Sanitária de Produtos de Saúde francesa (AFSSAPS) suspendeu o uso dos implantes mamários do gel de silicone desse fabricante e pediu sua retirada do mercado.

A autoridade de saúde baseou a decisão em uma frequência de ruptura do envoltório desses implantes mais elevada do que em outros produtos do gênero que também contém gel de silicone, e em reações inflamatórias locais.

Aparentemente, a PIP usava um silicone diferente do declarado.

No geral, estes implantes têm uma vida de 10 anos.

Segundo Jean Claude Ghislain, diretor de avaliação de dispositivos médicos da AFSSAPS, estas rupturas geralmente passam despercebidas por falta de sintomas, por isso a necessidade de que as mulheres que se submeteram a esse implante façam controles médicos periódicos.

Das 500.000 mulheres que se viram submetidas na França a implantes mamários com silicone - composição que voltou ao mercado em 2001 -, 30.000 delas utilizaram implantes fabricados pela sociedade Poly Implant Prothese.

Depois da recomendação da AFSSAPS de que as mulheres que usam implantes mamários dessa fábrica se submetam a uma ecografia anual, as autoridades sanitárias da Argentina e do Chile decidiram retirar o produto do mercado.

A abertura de uma instrução por parte da promotoria de Marselha coincide com a decisão do tribunal do Comércio de Tolón, também no sul da França, de declarar a empresa em falência.

Os 120 funcionários da Poly Implant Prothese reclamam de 10.000 a 15.000 euros de indenização e ameaçam atear fogo à fábrica que ocupam há duas semanas.
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fonte: yahoo notícias

sexta-feira, 9 de abril de 2010

o poema da sexta-feira

O Adormecido do vale

Era um recanto onde um regato canta
Doidamente a enredar nas ervas seus pendões
De prata; e onde o sol, no monte que suplanta,
Brilha: um pequeno vale a espumejar clarões.

Jovem soldado, boca aberta, fronte ao vento,
E a refrescar a nuca entre os agriões azuis,
Dorme; estendido sobre as relvas, ao relento,
Branco em seu leito verde onde chovia luz.

Os pés nos juncos, dorme. E sorri no abandono
De uma criança que risse, enferma, no seu sono:
Tem frio, ó Natureza – aquece-o no teu leito.

Os perfumes não mais lhe fremem as narinas;
Dorme ao sol, suas mãos a repousar supinas
Sobre o corpo. E tem dois furos rubros no peito.

Arthur Rimbaud

Traduçao de Ivo Barroso

sábado, 3 de abril de 2010

Mais estranho que a ficção


Acabei de rever este filme, Mais estranho que a ficção, e gostei mais ainda do que da primeira vez. Eu adoro a Emma Thompson, mas da primeira vez que vi o filme achei ela meio exagerada...hoje isso não me incomodou. Revi vários outros filmes esses dias, Tudo sobre minha mãe (como eu sabia o que ia acontecer já comecei a chorar nas primeiras cenas), Blade Runner que há tempos eu queria rever, Laranja mecânica...não foram todos neste feriado, senão eu não teria feito outra coisa. Queria muito ter visto A Fita Branca no cinema, mas infelizmente perdi, vou ver assim que sair em DVD ou assim que alguém copiar para mim. Quando o canadense estava aqui bastava dizer 'Estou com vontade de ver tal filme' e plim o filme aparecia na minha frente, a qualidade nem sempre era primorosa, mas não dá para exigir tudo. Claro que eu também posso aprender isso ao invés de esperar que um canadense faça por mim, but...não é necessário, ainda tenho muita coisa para ver aqui.
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

É longo, mas vale a pena escutar!

O Poema da sexta-feira

Noite morta


Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.


Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.


No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.


O córrego chora.
A voz da noite . . .


(Não desta noite, mas de outra maior.)

Manuel Bandeira

Petrópolis, 1921

sábado, 27 de março de 2010

Na Islândia as mulheres não estão à venda

[Muito interessante este post que li em Sexismo e Misoginia]

Na Islândia as mulheres não estão à venda e se calhar não é por acaso. Johanna Sigurdardottir[1], uma mulher, é primeira-ministra. Johanna conseguiu proibir no país os clubes de strip que, como facilmente se percebe, na maioria dos casos e das situações, são uma fachada para a prática da prostituição. Com esta medida, a indústria do sexo no país tem de fechar as portas e a Islândia passou a ocupar a posição 4 no ranking de 130 países quanto ao índice da diferença de género (os três primeiros também são países escandinavos).

continua....
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[Gostei também deste que li no Oriente-se]


O custo de nossa fé na redenção

Contardo Calligaris

GLAUCO MAL me conhecia, mas eu o conhecia bem: ele era presença familiar no meu café da manhã, a cada dia, há muitos anos. Dos personagens que ele inventou, em suas tiras na Folha, quais são meus preferidos? Gosto muito do silencioso Nojinsk, de Zé do Apocalipse e do Casal Neuras, mas Geraldão e Geraldinho são os que mais me tocam, talvez por serem retratos milagrosamente exatos da voracidade que é, hoje, um traço dominante, em todos nós, adultos e crianças. Por sorte, vou poder matar a saudade, pois os dois personagens ganharam coletâneas em livros (LPM e Companhia das Letras, respectivamente).

Continua...

segunda-feira, 22 de março de 2010

domingo, 21 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Tempo, contratempo, língua e lógica

Tenho trabalhado muito neste começo de ano, às vezes me pergunto se eu poderia ganhar mais tempo para mim se me organizasse mais, mas a organização do meu tempo, pelo menos neste momento, não depende só de mim. Tomara que mude logo.

Estamos aqui com uma amiga francesa, aquela do sul da França (quase Espanha). Aqui e aqui tem umas fotos da cidade dela, Villefranche de Conflent, estive lá em agosto 2009. É uma região linda, nos Pireneus, adorei a semana que passei lá, gostaria muito de voltar este ano. Hoje eu estava conversando com minha irmã que vive em Bruxelas, Violaine (a francesa) estava por perto e quis saber o que era 'uai'. Olha, é difícil explicar, minha irmã deu a explicação clássica: 'uai é uai, uai!' Minha irmã vive há anos fora do Brasil e nunca deixou o uai de lado.

Violaine está dando aulas aqui na escola, ontem os alunos me chamaram e queriam que eu explicasse a ela o que era 'dar um jeito' e o 'jeitinho brasileiro'....oh lá lá. Eles tinham tentado explicar, mas ela entendeu errado e eles estavam frustrados, ela tinha entendido de forma positiva, dizia 'eu entendi, é controlar uma situação', os alunos 'nãaao, quer dizer é, mas não é'. É muito cultural, difícil de explicar.

E outro dia a Violaine tentando falar português: 'Mas você vai sem migo?' Tem lógica, mas as línguas nem sempre seguem a lógica.

A Violaine me trouxe vários desses posters vintage que eu adoro, um deles este aí do Chat Noir, eu já tinha um, mas em formato diferente. Trouxe também este do Lavabos e outros ainda, cada um mais lindo que o outro.

O canadense que estava aqui foi mesmo embora, acho que ao todo ficou dois meses no Brasil, teria ficado 3, mas estava muito deprimido e ficou mais deprimido ainda longe de casa, dos jogos olímpicos. O pior, coitado, é que caiu num lugar em que quase ninguém entende de esportes, muito menos de competição, ele queria conversar sobre hockey! Imagine. Pelo menos se fosse futebol, não que eu saiba sobre futebol, mas há sempre alguém no Brasil disposto a conversar sobre o assunto, mas hockey....um dia alguém entendeu que ele estava falando de Rock, só para dar uma ideia da gravidade. Enfim, o rapaz não se interessou por viajar, foi só ao Rio e disse que detestou, não se 'sentiu bem'. Eu fui a Vancouver uma ou duas vezes (duas, acho) e adorei a cidade, poderia viver lá tranquilamente, é lindo o lugar, mas eu sempre ia querer outros lugares. É estranho este apego a um lugar, o mais estranho é que nem o pai nem a mãe dele são canadenses de origem, cada um de um país da África, ele vem de uma família muito internacional. Não vou mais tentar encontrar explicação para o comportamento dele, está doente e espero que procure tratamento ao chegar lá. Não considero que ele estava doente por não ter gostado do Brasil, não sou nacionalista, é que ele não estava bem mesmo. Agora se eu receber notícias de que ele melhorou consideravelmente ao chegar lá, vou ter que reconsiderar.

Estou lendo The God Delusion, de Richard Dawkins.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O Poema da sexta-feira

Caminhos Sensíveis

Sensível
é a terra por sobre as fontes: nenhuma árvore pode
ser derrubada, nenhuma raiz
arrancada

As fontes podiam
secar

Quantas árvores
derrubadas, quantas raízes
arrancadas

dentro de nós

Reiner Kunze

....

Este eu descobri no Mundo de K.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O poema da sexta-feira

Brooklyn


Lee Harwood


The city isn’t necessary to our elegance

It’s not a matter of going back

to the land

but that kiss on the forehead

The wind is so strong and yet soft

almost tender

At night on the ferry – the lights of passing tugs and

freighters

It is hard, I know, to live without this,

“out of love” as they say.

What can I say? we kiss

with all the need and hope that

comes from this “lack”

You are beautiful the whiteness of your breasts

We have this
...

Brooklyn

A cidade não é necessária para a nossa elegância

Não é uma questão de voltar

para a terra

mas aquele beijo na testa

O vento é tão forte e é ainda macio

quase terno

À noite na balsa – as luzes de rebocadores e cargueiros

que passam

É difícil, eu sei, viver sem isto,

“sem amor” como eles dizem.

Que posso dizer? nós beijamos

com toda a necessidade e esperança que

vem desta “falta”

Você é bonita a brancura dos seus seios

Nós temos isto

tradução: Virna Teixeira
...
obs: Eu já tinha postado este poema antes, mas não tinha encontrado uma tradução dele...agora encontrei e por isso posto de novo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

MEDO E TEMOR

Estou na casa da minha irmã, como não tenho tv em casa tomei um chá aqui e lá no sítio neste fim de semana, assisti de tudo um pouco, BBB, programa de esporte, novela, Jornal, filme (A Guerra dos Rose, revi, claro), de tudo que vi, o mais aproveitável foi um debate com o professor Leandro Karnal na TV Cultura, peguei só um pedaço e agora que estou só em casa (desculpe, com a cadelinha Mel) vim procurar o professor na internet. Achei essa paletra: MEDO E TEMOR, muito muito interessante. Ainda estou escutando, está difícil porque é longa e tenho que esperar, se não der para ouvir tudo agora vou voltar para escutar o todo quando estiver em casa. Até por isso posto aqui, para lembrar a mim mesma e para deixar como dica a quem se interessar pelo assunto. Esse medo de que o professor fala eu conheci bem na infância, minha avó que parecia uma daquelas espanholas católicas diretamente saída de uma obra de Garcia Lorca dizia que se eu não tivesse amor a deus tinha que ter pelo menos temor. Vejam que infância dramática. Eu fui salva pelo ateísmo.
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A crença em um ser superior pode gerar paz de espírito ou pode trazer medo. A Bíblia fala de dois patriarcas da fé: o Deus de Abraão é próximo e afetuoso; o Deus de Moisés lança raios e punições. Na origem da nossa cultura conhecemos um deus consolador e um deus terrível. Amor ou medo? Qual o principal motivo que leva as pessoas para a religião?

O historiador Leandro Karnal explica como essa natureza dupla da crença se reflete nos dias de hoje. Amor e Temor na experiência religiosa é o tema deste Café Filosófico.