

Algumas fotos de Bruges que visitei agora em agosto com minha irmã e meu sobrinho de dois anos e meio, foi ótimo, tomamos o barco e o pequeno adorou.

Algumas fotos de Bruges que visitei agora em agosto com minha irmã e meu sobrinho de dois anos e meio, foi ótimo, tomamos o barco e o pequeno adorou.[Eu me lembro de ter encontrado Susana no consulado do Brasil há muitos anos, ela já estava pensando neste documentário. Pena que não pude ver, me interessa muito...Na Radio France Internationale tem uma entrevista com a Susana, gostei.]
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No programa desta semana, a brasileira Susana Rossberg, que mora na Bélgica há quarenta anos e é editora para filmes de cinema, fala de seu primeiro longa documentário – Brasileiros como Eu.
Depois de ter dirigido alguns documentários curtas de encomenda, uma ficção curta e alguns filmes industriais, Susana teve vontade de retratar a comunidade brasileira de Bruxelas, que hoje não conta mais apenas com exilados da ditadura, como Susana, mas com muita gente que partiu do Brasil em busca de uma vida melhor.
Mais informações sobre Brasileiros como Eu no site da produtora de Susana (em francês).
Também no programa desta semana, a gente vai ao Moçambique, onde terminou ontem um grande festival de documentários que tinha o Brasil como país homenageado. É o Dockanema onde, durante dez dias, o publico pôde ter acesso a quase oitenta filmes do mundo inteiro.
Quem já passou por Bruxelas deve ter visto o famoso Manneken Pis numa esquina perto da Grand Place, quem nunca se aventurou por lá, talvez não tenha ouvido falar dele. É um moleque de mais ou menos 50 cms que passa o dias a urinar, ou seja, é uma fonte.O nome Manneken Pis significa exatamente 'moleque que mija'.
É interessante, para mim pelo menos, ver este blog voltando a ser Cadernos da Bélgica. Não será por muito tempo.... Muitas vezes pensei em mudar o nome do meu cantinho já que este Bélgica aí não se justificava mais, foi ficando, foi ficando.
Ontem acompanhei minha irmã na visita ao pediatra, foi uma experiência cultural. Ela está morando em um bairro, por assim dizer, bem popular, na sala de espera havia muitas mães com o véu e outras tantas africanas com aquele monte de tecidos coloridos. Muito elegantes por sinal. Gosto daquele colorido todo e do modo como dispõem as roupas. Já não posso dizer o mesmo do véu, ainda que eu corra o risco de ser 'politicamente incorreta' ou coisa pior. Esse véu me cansa, acho que é pelo símbolo mesmo que ele ostenta.
(mais brasileiros entrando aqui no café internet...)
Voltando à consulta, o médico e enfermeira estavam observando o bebe e explicaram que ele está em ótima forma, só não estavam muito certos sobre um 'amarelo' que eles analisam nos olhos dos bebês e que não conseguem entender totalmente o do meu sobrinho porque a cor dele os confunde. Estão acostumados com bebes ou negros ou brancos e o meu sobrinho é uma bela duma mistura, mãe brasileira (que já é por si uma mistura daquelas) e pai ruandês (mãe ruandesa e pai pasquistanês). Minha irmã nunca facilitou a vida de ninguém. Eu não entendi bem essa história do olho, mas não deve haver nada de errado, o próprio médico disse que sao detalhes. Enfim, não sei se expliquei bem. Tanto médico quanto enfermeira foram muito atentos, sem pressa, prontos para todas as perguntas e fizeram esta observação de modo profissional mesmo e porque minha irmã é muita aberta também. Não é do tipo que melindrosa que ao menor comentário sai reclamando de racismo. Tenho certeza, eu também, de que não se tratava disso.
Depois fui à embaixada do Brasil (não escapei desta!) pedir algumas informações para minha irmã sobre o registro de nene, depois parei numa livraria (não um sebo desta vez) e encontrei os Tanizakis que eu queria, mas, retardada que sou, percebi que tinha só 5 € no bolso e tampouco tinha levado cartão. Esquecimento resultante da troca de bolsas. Bem, ainda achei um Tanizaki por 2 € em livro de bolso e depois volto para comprar os outros. imaginem que comprei um livro por 2€ e ainda ganhei um livro de brinde! Dessas coisas eu sinto falta no Brasil, outra coisa boa é quando os carros param para os pedestres. Como disse meu amigo cearense outro dia quando atravessávamos uma rua aqui: 'Acho isso um luxo!'
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Botei minhas roupas na máquina e vim dar uma espiada nos e-mails e blog. Andei muitos nestes últimos dias. De dia e de noite, batendo pernas. Ontem fui ao mercado das pulgas, depois caminhamos, eu, minha irmã, o companheiro dela e o bebe até a Grand Place, lá comemos pita e outras baguncinhas que minha irmã adora, depois passamos em mais alguns sebos e eu procurei mais Tanizaki. Não achei, mas achei Kawabata que me interessava muito também e consegui siar do sebo só com este livro. Minha irmã me vigiando porque eu já tinha feito umas extravagâncias no mercado, ia comprar uns cartões 'de arte' por 0,50 cada. Ia escolher uns 10 daí o cara me propôs a caixa toda por 20 €. Minha irmã, quando viu aquilo, queria quebrar a caixa na minha cabeça. Mas tudo terminou bem e ela até me ajudou a carregar. São lindos os cartões, pertencia a algum colecionador, estava tudo muito organizado, separado por artista, nacionalidade...
O Manoel Carlos do Agreste sugeriu meu nome para participar de uma corrente. Correntes normalmente são chatas, essa é muito legal "se trata apenas de dizer que livro está na cabeceira, tecendo alguns comentários sobre o mesmo." (Copiei a explicação do blog dele). Falar de leituras é sempre bom, ele sabe que eu gosto, por isso deve ter me indicado. O livro que estava na cabeceira é este Le Coupeur de roseaux que eu tinha acabado de comprar e o li à noite mesmo, balançando o meu sobrinho até às 3 da manhã. O livro é bem pequeno, pouco mais de 100 páginas. De todos os livros que li de Tanizaki, uns seis ou sete, deste foi o que menos gostei. Isso não quer dizer que o livro seja ruim, os outros (Voragem, Le pied de Fumiko, journal d'un vieux fou, Naomi, As irmãs Makioka...) é que são muito bons. Nesse último que eu li, tem um cara que sai para apreciar a lua cheia numa determinada data que era muito propícia, ali, observando, ele encontra outro homem e este lhe conta a história de uma mulher linda que era amada por todos, quando fica viúva, sua própria irmã casa-se com uma homem só para permitir que ele fique perto de sua irmã que, tão bonita, não merecia viver na solidão a que a sua condição de viuva a obrigava. Tanizaki é um dos meus autores preferidos, muitos de seus livros jáo foram traduzidos para o português.
Hoje fui à Grand Place e tirei muitas, muitas fotos, só nao consegui passar para o computador ainda. Ficaram boas. Parece. A Grand Place e arredores continua linda, mas alguns cantos de Bruxelas estao muito feinhos. Uma pessoa me disse no Brasil 'Você vai para a Bélgica, dizem que a Bélgica é um cartao postal'. Ih, nao é bem assim, infelizmente. Se você passar com turista, correr a Grand Place, as cidades de Bruges, Antuérpia, Gand....é possivel ver imagens de cartao postal e voltar encantado. Se a gente adentrar um pouco mais, a coisa muda de figura. Na verdade isso vale para quase todos os lugares. Até Paris tem seus cantinhos feios, Londres entao, nem se fala. Ainda assim sao lugares com muitos encantos.
Hoje fui a um café internet, desses que simplesmente se apagam quando acaba o seu tempo. Eu, pateta que sou, me esqueci de prestar atenção ao tempo, fui escrevendo um post sobre minha estadia, sobre meu sobrinho, sobre rever Bruxelas depois de mais de um ano ausente e....quando estava no final, a tela foi desaparecendo. Não é o fim do mundo, nem fiquei muito nervosa. Quem mandou?
Cheguei, conheci o pequeno, muito bonitinho, ainda pequeno, pouco mais de 3 kilos. Minha irmã está cansada, acorda muitas vezes durante a noite...Nem eu nem o marido dela podemos ajudar nesta tarefa. O garotinho é pequeno, mas é bem guloso.