segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Fraternidade É Vermelha

Ontem (re)vi este filme da trilogia de Trois couleurs. Até devia dizer 'vi' mesmo porque percebi que não me lembrava de muita coisa. Que traiçoiera é a memória, dizem que é melhor assim, que precisamos nos esquecer, a vida seria horrível (mais) se nos lembrássemos de tudo. Talvez seja assim mesmo, mas porque limpar da minha memória filmes tão bons?

À medida que fui vendo o filme consegui me lembrar de uma coisa ou outra, do momento em que a moça, Valentine (essa da foto) atropela uma cadela, por exemplo. E essa cadela que ela atropela chama-se Rita, Valentine verifica o endereço numa etiqueta e vai tentar devolvê-la, entretanto o dono parece não fazer muita questão de Rita, na verdade não se importa com nada o que irrita ou choca de certo modo a moça. E disso nasce uma amizade. Pois é.
Este homem representado por Jean-Louis Trintignant é um juiz aposentado que passa os dias a escutar a conversa telefônica dos vizinhos, é amargo e cínico, mas encontra em Valentine um motivo para 'reviver', rever o mundo, sem romantismos, amizade mesmo. O juiz é um homem extremamente inteligente e questionador, questiona sobretudo o seu antigo poder de 'julgar' as pessoas, teria acertado, teria errado e que diferença faz?

Valentine é interpretada por Irène Jacob, não a vejo muito no cinema. É uma mulher linda, não dessas belezas gamourosas, uma beleza real, próxima, delicada.

O filme é mais complexo do que isso, várias histórias se entrelaçam, por exemplo, vemos a juventude do juiz se repetindo na vida de um vizinho de Valentine, tal e qual, enquanto o juiz conta o passado, o presente se desenrola ali.
Bonito.
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Preço do livro, carestia sem fim
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Abaixo uma cantora francesa, Patricia Kaas interpretando Quand on n'a que l'amour do poeta/cantor/compositor Jacques Brel. Parece que ela é pouco conhecida por aqui, meus alunos não a conhecem, mas é muito boa e muito conhecida na Europa. Jacques Brel é mais conhecido, nem que seja só pelo Ne me quitte pas.

3 comentários:

Daisy Melo disse...

Maravilha!!!
voltei aqui após muito tempo e vejo que o "Cadernos da Bélgica", continua firme, forte e talentoso!
Saudades de você, dos seus escritos.
mil beijos
Day

Alanna Rossi disse...

Olá Leila, como eu não estava conseguindo acessar seu blog no meu trabalho, deixei um recado pra você no blog da Denise. Agora estou em casa e posso perguntar por aqui. rs
Moro em Curitiba também, e estou à procura de um curso de inglês. Vi no seu recado que você está abrindo uma escola de idiomas e resolvi entrar em contato com você para obter mais informações.
Aguardo retorno.
Meu e-mail é alanna_rossi@hotmail.com
Obrigada,
Alanna

JAMINE BRUNO disse...

assisti a esta trilogia ainda na adolescência. mas já nao me lembro de muita coisa do roteiro...o que me lembro é que na época, fiqui encandada ;)