terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A MARCA HUMANA

Voltei a ler o livro de Philip Roth, The Humain Stain, no kindle. Meu marido terminou de ler e, muito gentilmente, me cedeu o brinquedo por alguns dias. Infelizmente disponho só das noites para a leitura, às vezes um pequeno período de manhã. O livro é excelente, gostei de todos os livros que li do autor, mas (talvez seja a empolgação do momento) este é um dos meus preferidos até agora. Estou louca para terminar a leitura e ver o filme. Até agora li 35% do livro, como expliquei no outro post, aqui não há páginas e sim uma série de coisas estranhas onde a gente está acostumada a ver o nº de página, por enquanto não vou tentar entender tudo do kindle, quero terminar a leitura, já cometi a estupidez de apagar o livro uma vez, felizmente fica gravado no computador, não precisa comprar de novo, seria bastante doloroso para uma mineira.
Eu aconselho a leitura, não vou falar da história ainda. O título do filme em português é 'Revelações', há mesmo muitas revelações e acho que resumir o conteúdo aqui tiraria um pouco do prazer...e eu só li 35% do livro!
....


Eis um pequeno trecho que encontrei na internet:

"Depois de cinco anos eu já havia me tornado perito em recortar cirurgicamente meus dias de tal modo que cada hora daquela minha existência em que nada acontecia tivesse sua importância para mim. Sua necessidade. Até mesmo sua animação. Eu não me permitia mais o hábito pernicioso de desejar uma coisa, e a última coisa que eu queria voltar a ter, pensava eu, era a companhia constante de uma pessoa. A música que ouço após o jantar não tem o propósito de me aliviar do silêncio, porém representa uma espécie de concretização do próprio silêncio: ouvir música durante uma ou duas horas todas as noites não me priva do silêncio - a música é a própria realização do silêncio. No verão, nado por meia hora na minha lagoa assim que me levanto, e no resto do ano, depois de passar a manhã escrevendo - a menos que a neve inviabilize minha caminhada -, percorro as trilhas da serra durante umas duas horas quase todos os dias. O câncer que levou minha próstata não voltou. Tenho sessenta e cinco anos e estou fisicamente bem, trabalhando bastante - e estou sabendo das coisas. Tenho de estar sabendo."
(Philip Roth, A marca humana, Companhia das Letras, 2002, págs. 62-63)

4 comentários:

Barros disse...

Oi Leila,
Já li "A Marca Humana" e na época estava tão entusiasmado com Roth (e ainda o considero o melhor escritor americano vivo) que fiz uma resenha onde juntei com outro livro dele, "O Complexo de Portnoy". Depois ainda comentei sobre outros livros dele. Infelizmente minhas resenhas tendem a revelar mais do que deveria, tirando um pouco a graça de quem ainda vai ler (coisa que estou tentando evitar ultimamente), mas se depois quiser conferir...
Abraços

Marcia Søvik disse...

Olá Leila,
Eu estava aqui em terras vikings procurando um novo livro pra ler...terminei há umas duas semanas de ler "A História das Mulheres no Brasil" com organização da Mary Del Priori. Após ler seu post já decidi...vou ler A Marca Humana. Meu primeiro contato com Roth foi há alguns anos atrás através da Revista Cult, e um ano depois com deliciosas conversas com meu professor de francês. Foi uma pena naquela época não poder dar mais atenção a esse autor, pois a vida profissional e os trabalhos acadêmicos não deixavam muito tempo livre. Mas...agora chegou a hora..heheheh
Grande abraço

Anônimo disse...

Leiloca, saudade. Cheguei aqui através do Google. Procurava Roth.Se ainda n leu, leia Pastoral americana, um dos melhores livros que já li.Gde beijo
vera do val

Agnes disse...

Oi, será que não teria como vc disponibilizar o texto, em e-book ou pdf, ou nos SCRIDB?Amo o filme, e queria muito ler o livro.Grata