domingo, 10 de setembro de 2006

The L Word

The L Word é uma série americana, alguns chamam de versão feminina de Queer as folk, é uma espécie de novela do mundo lésbico. O L aí vem disso, Lesbian, mas na abertura da série são mostrados também que o L pode ser Love, Lashes, Lonely, Life, etc. Essa série começou em janeiro de 2004 e virou febre nos Estados Unidos, parece que teve um enorme impacto na sociedade. Já foi, ou é, mostrado também na Inglaterra, Canadá, Alemanha, França, Suíça e talvez outros mais e no Brasil pela warner channel com muitos cortes segundo este site brasileiro e este. Eu não vi na tv, uma amiga me emprestou os dvds com todas as temporadas até agora, foram três.

Eu gostei da série, embora no final (que não é final ainda) já estivesse ficando bem ‘novela’ mesmo, quer dizer, dá a impressão de que começam a puxar dali e daqui, alongar porque está agradando, começa a ficar forçado. De todo modo, eu acho que é positivo para a sociedade mostrar a vida de um grupo de lésbicas, mesmo sabendo que ali é meio artificial, há a vantagem de se ver os problemas de família, a vontade de algumas de terem filhos, o ‘sair do armário’, as festas, as curiosidades dos outros.

( ) ilustrativo:
Lembrei-me de uma história de alguns meses atrás, quando aconteceu aquele episódio na USP, um guarda destratou duas meninas porque estavam se beijando ou sei lá o quê. Falou-se muito disso nos dias. Então, eu estava almoçando na casa de uma amiga, o pai dela que já está bem velho, contou-nos que tinha ouvido na televisão que os policiais de São Paulo iam ter que fazer um curso para ‘aprenderem a serem gays’ (!?)....Bem, na verdade, discutia-se que eles iam passar por um curso para aprenderem a lidar e respeitar a diferença.

Enfim, não sei nada sobre a repercussão da série no Brasil, não ouvi falar muito, não sei se divulgaram bem ou se é porque eu sou meio por fora do que se passa na tv... é interessante a novela, sobretudo se a warner channel parar de cortar cenas.

Achei esse blog sobre a série e tem também informações na wikipedia.

Um comentário:

Manoel Carlos disse...

Quer dizer que, segundo o pai de sua amiga, quem não é homófobo é gay? Já diz tudo...