domingo, 26 de agosto de 2007

Um ano de Curitiba...

Faz um ano. Já. Vim para Curitiba em julho do ano passado. Uma das coisas que mais ouvi, mesmo dos curitibanos, é que o curitibano é antipático, tem cara de poucas amigos...Não tive problemas, até agora, com esse 'espírito' do povo daqui. É verdade que, atualmente, vive em Curitiba gente de todo o Brasil e muitos estrangeiros também. Além disso, depois de tantos anos de Europa, sou escolada em temperamentos nem sempre muito amigáveis, alterações de humor, respostas diretas demais. Entra num ouvido e sai no outro.

Na verdade, uma das coisas que mais me chocou aqui na cidade foi o trânsito, ou melhor, não o trânsito em si que é até bem organizado com as vias rápidas, o que me choca é o comportamento dos motoristas. Não sei o porquê, mas eu esperava melhor, se o pedestre não tomar cuidado o motorista passa por cima e ainda o manda para a pqp. É horrível, como na maioria das cidades do Brasil. E buzinam, e buzinam, são muito estressados no trânsito. É um desses paradoxos, tirar carteira no Brasil é uma chateação, além de custar um bom dinheiro (não sei se é assim em todo estado, em Minas e no Paraná é um saco!) e depois os motoristas saem dirigindo nesta selvageria. Nos Estados Unidos (lá depende do estado) normalmente é muito fácil, fui lá no lugar onde se tira carteira uma vez, numa tarde fiz todos os exames e saí com minha carteira na mão. Apesar de ter muito mais carros nas ruas, o trânsito é organizado, ninguém ousa passar em alta velocidade na frente de uma escola ou ultrapassar um ônibus escolar... Enfim, defender o que seja dos Estados Unidos é se expor a apedrejamento público, mas o caso é que algumas coisas funcionam. Eu não acho certo essa exigência brasileira de x número de aulas de auto escola para depois jogar no trânsito motoristas que não respeitam pedestres e nem outros motoristas. Algo está errado.
Meu blá blá blá ficou meio confuso....
A conclusão é, até agora tudo vai bem com minha vida em Curitiba. Não existe cidade perfeita, assim como não existe ninguém perfeito.
...
Junichiro Tanizaki no RoseLivros - Deux amours cruelles

9 comentários:

rosangela disse...

O tempo voa mesmo, Leila... Aqui eles são muito exigentes para dar uma carteira de motorista. A minha prova prática durou 45 minutos... Mas o trânsito é organizado e pedeste aqui é o rei da rua. Já me acostumei. Gosto.

Mauro Castro disse...

Mas me diz uma coisa: e os táxis, ai de Curitiba, hein?
Há braços!!

marcelo_davila2003 disse...

vem cá, minha linda: não tá na hora de mudar o nome do blog pra Cadernos de Curitiba??
Beijão!

Wagner disse...

Pois é. Sabe que só agora eu entendi que você não mora mais na Bélgica? Achei que quando você mencionava sua(s) estada(s) aqui no Brasil estivesse de férias. Vejo que não. Assim sendo, concordo com o Marcelo: “Cadernos de Curitiba” não dariam margem a enganos como o meu (he he he).

Minha carteira de motorista venceu quando fiz 40 anos (era daquele tempo antigo, em que não precisava renovar anualmente). Não a renovei e nem pretendo fazê-lo. Faz anos que não dirijo e isso não tem me feito falta alguma — aliás, eu não tenho mais carro há muuuito tempo.
Não sabia que em Curitiba os motoristas eram tão estressados, mas talvez isso seja um mal de todo grande centro urbano, não?

Abraço.

Sonia disse...

Não entendo as pessoas que não admitem que se louve coisa alguma nos EU. Há muita coisa que deveríamos aprender com eles. O trânsito, por exemplo. Quem não respseita as leis é severamente punido, e ai de quem atropelar alguém estando bêbado, ou porque avançou um sinal... Americano algum ousaria bloquear uma calçada com seu carro. Emuittttta coisa mais deveria ser imitada: a limpeza das ruas, o culto ao trabalho, a participação da comunidade na solução de problemas. Não é porque se é contra a política imperialista deles que se deve ficar cego a esses e outros pontos positivos.

Sonia disse...

Estou de teclado novo - émuito diferente do anteeeior,estou tendo dificuldadeem escrever com um mínio de correção.

Diz disse...

Meus pais são curitibanos, eu vivi aí dos 2 aos 16 anos, acho que tive uma educação sólida, aí se é mais cidadão, pelo menos era assim...
Acho que pelo frio, lia-se mais, éramos mais fechados. Fui para o Rio e virei carioca- sou bastante receptiva e conversadeira na rua- coisa que carioca faz demais.
Todo lugar tem o ladoruim, pra mim aí é frio que friuuuuuuuuuuuuuuuu
odeio.
O trânsito aqui é um horror, salve-se quem puder. Dirijo com mta atenção, dão cada cortada! pela direita, uma coisa!
Me disseram que vendem carteira aqui aos montes- eu tirei em C frio, numa dificuldade danada, fui reprovada na primeira vez na baliza(é com z?), estas coisas.
Aqui reclamo da calor, mas prefiro :)
Passe no meu blog e veja o vídeo que tem lá, vai gostar.
Bjs laura

carlos bruni disse...

Pois é, Leila. Trânsito, no Brasil, é coisa para louco (no bom e no mau sentido. Mas eu achava que Curitiba ainda estivesse à frente de Sampa, pois lá se vão uns bons anos que não vou aí.
Lá fora, no entanto, é outro papo: meu filho mudou-se há três mêses para o Canadá (Oakville), e minha nora já tirou a carta (e fala um inglês paupérrimo). Ele já possuia, pois viajava muito para lá.

Polly disse...

Concordo com a Sonia...os USA tem muito bom exemplo sim e eu não consigo entender tbém esta cosia das pessoas "apedrejarem" quem fala bem dos USA... é incrível como que naquele lugar as cosias funcionam bem, as pessoas respeitam as leis e o governo as a faz valer...