sexta-feira, 18 de março de 2005

Senso

Il pleut… il pleut, bergère…

Tomei chuva em Seattle, em Minas, em São Paulo…. Chovia pra todo lado, só nesse meu blog é quem tem chovido pouco. Paciência, caros, parcos, mas valiosos leitores!

É amigos! (que a maioria já se tornou amigo)….

Pois bem, amigos, andei por aí encasquetada com problemas de toda ordem e de ordem nenhuma, viajando, reformulando conceitos, reafirmando crenças e não-crenças. Andei apertada mesmo e nessas horas a gente (gente assim que nem eu) pensa: ‘Porra, até que ia ser bom se existisse mesmo esse tal de deus, podia até ser o Ganesha que eu não tenho nada contra aquela aparência, aprendi um pouco a conviver com ele na Ásia, bem intimamente até. Por uns meses dividimos apartamento com um rapaz malaio que rezava para Ganesha, punha incensos, bananas…Podíamos comer a banana, se quiséssemos, contanto que pedíssemos autorização a Ganesha. P. não gostava muito porque dizia que a banana ficava com o gosto da fumaça do incenso. Outra coisa que o rapaz malaio nos avisou e que não se podia ficar pelado na frente do deus. Não sei por que razão mas ele não gostava. Então, o que eu ia dizendo, seria ótimo se, em certas horas a gente pudesse colocar tudo nas mãos de deus e descansar, não é? Mas, pensando bem, eu não sei se Ganesha é esse tipo de deus que aceita que a gente jogue tudo nas mãos dele…
O fato é que não posso colocar nada nas mãos de deus nenhum porque meu ateísmo é quase uma religião e quanto mais deuses vejo, menos acredito em um.

O pior de tudo é que esse blog não nasceu pra isso, não era para eu abrir aqui meu coração. Queria a ficção mais pura. Existe?

E aqui termino esse texto sem Sexus, Plexus, Nexus. Amém.

Leila

4 comentários:

Allan Robert P. J. disse...

Crer em algo é bom. Conforta. uma das minhas duas máximas fala exatamente sobre isso. É assim:
"Todos precisamos crer em algo. Creio que vou tomar outra cerveja." (By Grouxo Marx)

Estive pensando... Vamos fundar uma seita dos ateus?

Ciao

Manoel Carlos disse...

Pois é... não adianta recorrer à afirmativa marxista: "quando os problemas (perguntas) surgem é porque já há condições de resolvê-los (respondê-las)"
Pode servir para explicar a lei de conformidade entre estrutura e superestrutura, mas não responde às premências pessoais cotidianas.
O objetivo de Cadernos da Bélgica pode não ser o de tratar de questões pessoais, como não era o de fazer amigos, mas, ao menos virtualmente, podemos oferecer o ombro amigo e sermos solidários.
Que você supere, imediata e completamente, todos e "nenhuns" problemas.

Gabi disse...

Ola, sou Gabriela e conheci seu Blog atraves do Link no Sindrome de Estolcomo. Adorei seus textos...Aguardo uma visita! Abracos!

Moacy disse...

Pois é, "visita" puxa "visita" eeis-me aqui descobrinbdo, devagarinho, o seu ótimo blogue. Até mesmo um Balaio de Textos contém... Voltarei, claro, para curtir os seus Cadernos da Bélgica momentaneamente nos States de Bushit. Um abraço.