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sábado, 6 de outubro de 2007

Leitura: CORES PROIBIDAS

Estou lendo este Cores Proibidas de Mishima, o mesmo autor de Confissões de uma máscara. O mesmo mesmo? Custo a acreditar, a não ser que o tradutor aqui seja realmente um traidor. Já avancei umas boas páginas e este Cores proibidas ainda está uma chatice. Pensei até em desistir, peguei outro livro, Baudolino, comecei a ler, depois voltei para o Mishima. Pensei que eu talvez estivesse muito mal humorada e julgando mal, afinal de contas os japoneses raramente me decepcionaram...Não sei. Voltei para o livro, mas ele continua chato, chato. Vamos ver no que dá, se eu tiver coragem para percorrer as páginas restantes.
...
08/10 - Li mais algumas páginas esta noite. A mesma chatice, mas ainda quero saber do final. Agora vou passar para leitura dinâmica. Acho que este é o livro mais misógino que já li na vida.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Confissões de uma máscara

Yukio Mishima
Vertente Editora

Tradução de Manoel Paulo Ferreira

Romance auto-biográfico, trata principalmente da infância e adolescência de Mishima. Nesse que foi seu primeiro livro de sucesso, o autor afirma que se lembra do exato momento do seu nascimento e parte deste instante. Narrado em um estilo quase poético, próximo do leitor, sem esconder dúvidas e a complexidade que envolve o personagem/autor Mishima, pseudônimo de Kimitake Hiraoka.

O autor cita aqui muitos personagens da mitologia cristã, Joana D’Arc que, por algum tempo o narrador tomava por um homem, São Sebastião que conheceu em pintura de Guido Reni e cuja beleza tanto apreciava, foi observando este quadro que ele teve sua primeira ejaculação. A imagem do santo perseguiu-o por muito tempo. Há inclusive uma famosa foto de Mishima em pose de São Sebastião.

Neste livro Mishima já trata também da questão da homossexualidade, descrevendo, por exemplo, a paixão que nutriu por Omi, aluno que estudava na mesma escola que ele.

Dentre os autores ocidentais citados no livro destaco Oscar Wilde e Stephan Zweig.

Mishima foi um leitor ávido, ainda muito jovem teve contato com autores franceses e ingleses. Antes dos quatorze anos, para infelicidade do pai que considerava a literatura um verdadeiro veneno na sua vida, Mishima já trilhava o caminho das letras.

Há um filme do diretor Paul Schrader sobreo autor, Mishima: Uma vida em quatro capítulos, de 1985.

Mishima nasceu em Tóquio, em 1925 e suicidou-se em 1970 segundo o ritual do Seppuku.