Uma de minhas fotos da Ásia, lá se vão alguns anos, minha viagem à Tailândia deve ter sido em 2oo1, eu me lembro que passei o natal lá e que um conhecido tailandês que nos acompanhava, o meu amigo Marcos e eu, nos disse que festejava pela primeira vez na vida o (suposto)nascimento de Cristo. Ele imaginava que fosse importante para nós - não era - e nos convidou para a festa num hotel onde havia vários ocidentais. Eu me diverti muito, ele era boa companhia e me lembro até hoje de nossas discussões naqueles poucos dias. Ele nos levou para conhecer a família dele, fora de Banguecoque, eles eram todos extremamente gentis e nos encheram de presentes. ...



















[Começo de ano, difícil resistir às listas, às análises do ano que passou, àquele balanço...Li pouco, muito menos do que devia ou queria. Claro, isso de muito ou pouco é relativo, mas gostaria de ter lido mais. Um dos problemas é que leio devagar. Uma vez até tentei um destes cursos de leitura dinâmica...não me lembro de nada, acho que só fui no primeiro dia. O professor era um americano. Dependendo do livro ou artigo eu até invento a minha leitura rápida, mas daqueles de que gosto mesmo, que leio com prazer, levo muitas horas...Além disso, infelizmente, muito infelizmente, sou uma leitora tardia e às vezes penso que nunca vou recuperar o tempo perdido. Morro de inveja dessas pessoas que ficam se gabando de que aos dez anos já tinham lido 769 clássicos. Eu, nos meus dez anos acho que só conhecia o Irene no céu do Manuel Bandeira e Marcelino Pão e vinho. Há um detalhe, mais importante do que sair lendo tudo é ser capaz de digerir o que se lê...Não sei mais onde li isso: “Ele leu tudo, mas não digeriu nada”. (Um jeito de me conformar, decerto).