quarta-feira, 2 de maio de 2007

Bruxelas - Contagem regressiva

Mais nove dias....e ainda não tenho meu bilhete para São Paulo. Muita coisa por fazer ainda. Presentes para comprar é uma dessas coisas. Pouco tempo para escrever aqui e para deixar comentários nos blogs de vocês. Desculpem e obrigada por virem assim mesmo...
Pior, muito pior que tudo isso dito acima.... acabei de descobrir, meu passaporte brasileiro expirou em abril 2007. Seja o que Allah quiser.
Não, não gosto de cerveja, mas é um dos símbolos da Bélgica. Outro, o chocolate, é bem melhor.
A foto eu peguei do Lonely Planet.
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terça-feira, 1 de maio de 2007

Bruxelas

Contagem regressiva....dentro de 10 dias ponho meus pezinhos em Bruxelas e vejo a carinha do novo membro da família Silva Imana.
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imagem: Restaurante da rue des Bouchers (perto da Grand Place) - Bruxelas.
obs: Esta foto não é minha, tenho algumas aqui.
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Ossos do ofício

Um dia eu estava chegando aqui na escola e um rapaz já estava sentando conversando com a secretária...disse que queria uma tradução. Aproveitando que eu chegava ela me passou o 'caso' . Eu perguntei para 'quando' ele precisava da tal tradução...a resposta é quase sempre 'para ontem'. Esse foi pior, num certo sentido. Era para a semana seguinte. 'UM LIVRO'. Disse ele, do inglês para o português. Ok, existem livros e livros, então perguntei, 'quantas páginas tem este seu livro?' 'Mais ou menos seiscentas...', ele teve a audácia de responder. Perguntei, muito sinceramente, 'Você está brincando?'. 'Não'. Eu disse algo como, 'então é melhor você procurar uma equipe' e me retirei. Ou ele entrou aqui para curtir com a nossa cara ou era burro.



segunda-feira, 30 de abril de 2007

Svastika


Acabei de ler esta novela (não nesta edição que coloquei aí) e já parti para outra de Tanizaki. Estou completamente envolvida por este universo dele. Vou tentar fazer uma resenha de svastika para o RoseLivros. É muito, muito bom. Preciso falar mais dele e vou também verificar se foi traduzido para o português.
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Noites do Sertão

Reli, há algumas semanas, Noites do Sertão, Guimarães Rosa. Eu o tinha lido há uns 10 ou 12 anos. Meu livro ficou com um amigo que vive na Alemanha, é músico e disse que queria compor alguma coisa baseada no trabalho de Rosa. Comprei outro exemplar no sebo e me pus a ler sem me dar conta de que era o mesmo livro. Por incrível que pareça, tinha me esquecido. Já nas primeiras páginas percebi que já conhecia aquela história, claro, e ainda pensei, 'há tantos livros de G. Rosa que ainda preciso ler, não deveria reler este'. Mas, como parar? Não consegui, reli todo o livro e valeu a pena. É muito bonito, sobretudo a segunda história.
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sábado, 28 de abril de 2007

Diego Rivera

El vendedor de alcatraces
Se formos confiar na biografia de Frida Kalo, Diego Rivera terá sido o companheiro mais execrável que uma mulher poderia ter. Entretanto o fato de ser desrespeitador, feio, baixinho, obeso nunca foi, parece, empecilho para que ele conquistasse as mulheres mais bonitas e famosas, incluindo Dolores del Rio, a Salma Hayek da época. Não sobrou, no rol das amantes, nem mesmo a irmã de Frida.
Falando em S. Hayek, ela é a Frida num filme 'bobinho' que fizeram baseado nesta biografia de que falei. Eu detestei o filme, super clichê e também bastante condescendente, inclusive com D. Rivera.
Como companheiro, fica a impressão de que D. Rivera não valia muito mesmo, entretanto, como artista é outra história...Esse El vendedor de alcatraces, por exemplo, é lindo, os murais que ele deixou também. Eu não sei 'ler' obras de arte, não passo muito do 'gostei' 'não gostei', por isso uso palavras como lindo.
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E ontem à noite fui ver Ó Paí, Ó....apesar de algumas cenas muito divertidas, de algumas músicas boas e de Lázaro Ramos (por causa dele é que fui ver o filme) não posso dizer que valeu realmente a pena ter saído de casa, enfrentado trânsito etc e tal. Dá para esperar e ver em DVD. Tem momentos do filme que me lembravam aquelas produções de Boliudi em que, de um momento para o outro o povo começa a cantar e dançar, sem uma razão aparente. Além disso, a tragédia no fim do filme, com as duas crianças, me pareceu completamente desnecessária e fora de contexto.
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O amante de lady Chatterley no RoseLivros por Aluizio Alves Filho - Revista Achegas

sexta-feira, 27 de abril de 2007

semana

Essa foi mais uma semana daquelas. Aconteceu uma tragédia na família da secretária aqui da escola, a tia dela foi assassinada pelo marido. Depois de ter espancado e assassinado a esposa, o marido pegou os filhos, levou-os para a casa da avó e disse: "Tá aí, toma conta". Deu as costas para a sogra que, prevendo o pior perguntava pela filha, foi para um terreno baldio e atirou na própria boca. A secretária me contou tudo por telefone e explicou que, claro, não podia trabalhar essa semana, tinha que ajudar...Eu conversei com outros da família e me disseram aquilo que muita gente diz, vemos essas histórias na tv, nos jornais, mas nunca pensamos que poderá acontecer tão perto, com alguém que amamos. Infelizmente acontece.
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Quixote - Portinari - Ventura de ser louco. RoseLivros
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quinta-feira, 26 de abril de 2007

livroflor


Minha obra de arte
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quinta-feira, 19 de abril de 2007

Pulau Tioman

Tioman é uma ilha da Malásia, no mar da China, um lugar turístico e bastante bonito. É uma ilha que vive essencialmente do turismo. De Tioman eu me lembro das crianças, muitas crianças que olhavam para a minha máquina e começavam a fazer poses, brigavam para aparecer nas fotos. Tenho várias. Estas duas meninas estavam quase nos tapas, a menor queria aparecer em todas, aí parece que ela está de má vontade, mas é porque a outra tinha brigado com ela.
Eu me lembro também que algumas pessoas mantinham macacos, ou micos, presos em correntes. Achei muito triste, eu estava passando por uma estradinha, chovia e um destes macaquinhos acorrentados tentava se proteger atrás de um poste bem fino. Odiei a cena. Eu estava mal nestes dias, ver animais tratados desta maneira não ajudava...De modo que eu estava numa ilha que todo mundo chama de 'paradisíaca', mas não estava no paraíso. Não mesmo.
Para chegar lá tomamos um barco em Johor Bahru que foi à toda, chegando lá pegamos o primeiro quarto livre num bangalô não muito cheiroso, como não é caro, decidimos simplesmente abandonar este e arrumar outro quarto.
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Mais fotos minhas aqui

Moby Dick

"A única e definitiva obsessão na vida do Capitão Acab é encontrar e acabar de uma vez com a grande baleia branca que arrancou uma de suas pernas. Não se deterá diante de nada; sacrificará sua vida e a dos outros; não dormirá; não descansará. A saga de Acab transforma seu navio e seus tripulantes em uma cruzada contra o que ele considera o Mal."

No RoseLivros por ClaudineiVieira - Desconcertos
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segunda-feira, 16 de abril de 2007

Manderlay

Este foi o filme deste fim de semana, é o segundo da trilogia de Lars Von Trier sobre os Estados Unidos (U.S.A. Land of Opportunity), o primeiro é Dogville, excelente. Todo mundo diz que o primeiro é melhor que Manderlay, deve ser, mas eu ainda estou sob o impacto deste e até agora não me parece que aquém.
A atriz Bryce Dallas Howard substitui a N. Kidman no papel de Grace. Eu gostei dela também, enfim, adorei o filme, vou rever um dia desses.
O terceiro filme da trilogia deve sair este ano.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

New baby na família

Falei num num post anterior de minha irmã que estava grávida, uma que nunca imaginamos fosse ter filhos....mas, os 40 estavam batendo, ela pensou: Now or never. NOW.
Nós todos estranhamos muito, família, amigos, todos que conheciam a minha irmã. Eu, da minha parte, não me acostumava com a idéia, não entendia. Quando ela esteve no Brasil (vive em Bruxelas), já grávida, decidi não conversar muito com ela sobre isso. Mas ela estava estranhamente calma, do furacão que era passou a quase um mestre zen. Estranhíssimo.
O nascimento estava previsto para maio, comprei meu bilhete para 10 de maio para ir conhecer o novo sobrinho e ficar um pouco com minha irmã. Ninguém mais da nossa família pode ir agora. E quem disse que o garotinho quis esperar maio? Nasceu neste fim de semana. E agora que nasceu eu não estou me aguentando de vontade de vê-lo. Estava conversando com minha irmã no telefone e ouvi o choro dele, liguei para a outra irmã correndo e contei que já conhecia o choro do Daniel, é este o nome. A família toda passou do estranhamento ao alvoroço. Criança tem poder, juro.
E estão todos muito bem, minha irmã, o marido, o Daniel. Eu estou vendo se consigo adiantar minha viagem, está difícil, tinha programado tudo para maio.
Este na foto não é o meu sobrinho ainda, não temos foto dele, minha irmã ainda está no hospital e o marido dela cuidando de tudo, assim fora de hora, não teve muito tempo. Bom, também ele não ia nascer tão espertinho assim....Agora que expliquei é que vi a burrice.
Bom, esta é a grande novidade.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Dias....

Existe um problema de saúde chamado SAD (Seasonal Affective Disorder). Conheço alguém que vive em Seattle e que foi gravemente afetado por esta ‘disorder’ que é relacionada, mais comumente, ao inverno. Tanto que é também conhecida como winter depression ou, mais bonitinho, winter blues. Pois, ao que parece, comigo é exatamente o contrário do blues de inverno, hoje eu acordei super bem e o dia está fresquinho em Curitiba depois de alguns dias de um calor infernal. Sim, acreditem, faz calor em Curitiba. Eu vivi por muitos anos na Bélgica, enfrentei não sei quantos invernos e não tive nenhum problema relacionado ao tempo. Confesso que tinha dias que a gente sentia falta de um solzinho básico, eu tentava me organizar para vir ao Brasil pelo menos uma vez durante o inverno, mas não era nada que pudesse ser considerado ‘problema’. Em Singapura, onde também vivi, era quente, terrivelmente quente e úmido. Acho bem mais difícil viver num clima assim do que no frio. Você sai do banho e já está suando de novo, é um horror e me dá muitas dores de cabeça também.

Enfim, hoje o clima está perfeito aqui, mas, à tarde estou saindo para São Paulo. Todo mundo deve estar saindo de São Paulo e eu indo. Gosto de São Paulo vazia. Vamos buscar alguém que chega, justamente de Seattle...mas não é a mesma pessoa da 'disorder' de que falei acima. É um jovem garoto que nunca saiu dos Estados Unidos, o Brasil será o seu primeiro país estrangeiro. No mais, vou pegar uns livros, ver algum filme e, se der, vou ver aquela exposição do corpo humano.
Bom feriado a todos.

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Imagem: Bloom, V. Van Gogh

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terça-feira, 3 de abril de 2007

Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América

Meu irmão estava de férias e veio passar uns dias comigo, chegou aqui falando tanto deste filme que eu mal podia esperar para ver. E lá foi meu irmão ver pela segunda vez, e riu tudo de novo, aliás já ria com antecedência, só de lembrar das cenas que estavam por vir. Eu também dei boas risadas, embora o filme seja, em alguns momentos, muito politicamente incorreto. Meio nojento também. É bom saber logo de cara que o criador do personagem e ator Sacha Baron Cohen é judeu, não fosse a coisa ia ser feia.
Eu nem sempre curto o politicamente incorreto, está meio na moda se denominar 'politicamente incorreto', mas este está imperdível.

domingo, 1 de abril de 2007

A japonesa

Comprei, em um museu de Washington D.C, uma gravura representando uma
japonesa de cabeleira negra, rosto redondo, sobrancelhas finas, a boca, um pontinho vermelho e delicado, o nariz é um traço quase invisível, da mesma cor do fundo e apenas mais escuro que o rosto, a mão também pequena, de dedos finíssimos, os três do meio dobrados, levantando uma parte da roupa, o ‘mindinho’ livre. A outra mão está completamente escondida na manga do kimono. Esta japonesa vem me acompanhando há algum tempo e, por força de tanta viagem e maltrato terminou por ficar meio amassada. De vez em quando eu desenrolava o cartucho e a contemplava, mas só agora tive tempo e vontade para mandar emoldurá-la. ‘Uma moldura simples e não muito cara.’ Pedi pensando que não valeria a pena investir já que a gravura apresentava imperfeições.

Uma vez emoldurada percebi que os amassados se tornaram quase imperceptíveis, mas não me arrependi de ter optado por aquele acabamento simples, caía bem, a moldura não roubava a atenção. Pude apreciar melhor a minha japonesa, congelada naquele movimento lento, meio de lado, a boquinha suave de um pontinho só...Ela me fez pensar em outra japonesa, aquela pintada por Van Gogh, de um certo modo parecida com esta só que virada para a esquerda e muito mais colorida, os cabelos num arranjo exagerado e os olhos parecem sorrir de um jeito meio cínico, como se estivesse a zombar da gente ou como se tivesse feito uma travessura. Em tudo isso, muito diferente desta que tenho aqui.

Pendurei a gravura no meu quarto, à noite estava a contemplar esta delicadeza, aqueles olhinhos que não sabemos para onde olham, os pezinhos que não se deixam nem adivinhar, os tecidos finos cobrem tudo, que trabalhe a imaginação! Levanto-me da cama e me aproximo da gravura para ler as referências. Descubro, com espanto, que a linda japonesa é, na verdade, um homem:
‘Actor portraying a woman, Japanese painting, Edo (Kambun Period 1661- 73)Ukiyoe School.
Volto para a cama meio magoada com a minha japonesa por ter se dissimulado durante tdo esse tempo, depois percebo, claro, que eu é que não quis ver a realidade que estava estampada ali...Enfim, sem razão, mas ainda assim meio contrariada, durmo.

Pela manhã o primeiro gesto, erguer a mão e alcançar aquilo que parece uma parte do meu corpo, os óculos, com eles no rosto contemplo, uma vez mais, a graciosa e dissimulada. Sonolenta reflito, ou melhor, repito, ‘Há mais mistérios entre o céu e a terra....’ e decido que isso é bom, ‘Fiat lux’.

Abro a janela e vislumbro o novo dia.

Afinal, que me importa o sexo escondido sob aquele kimono?
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Leila Silva
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Obs: Crônica escrita para
Anjos de Prata, já a publiquei aqui antes, agora re-publico com a imagem correspondente.
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Livros

"Todos os livros do mundo não valem um café com um amigo." Ermano Olmi. Cineasta italiano.
Será?
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Obs: Essa foto não é minha, e me esqueci de onde a tirei. Bonita, não?

sexta-feira, 30 de março de 2007

viagens


Quem viajou muito pode mentir com impunidade. (provérbio francês)
Não é porque o asno viaja que ele volta um corcel. (Thomas Fuller)
Retirados de Dicionário do viajante Insólito - M. Scliar.
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Um homem sem pátria - Kurt Vonnegut resenha minha no RoseLivros.
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Concepção - conto meu no PDLiteratura.
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domingo, 25 de março de 2007

Imaginário da Floresta


Já está prontinho o livro da nossa querida amiga Vera do Val. Eu já tive o prazer de ler e reler o livro....antes de ele ser este livro todo montado, ilustrado. E Já era bom, imagine agora. É um trabalho lindo e apaixonante que Vera fez com muito cuidado. Parabéns pelo livro, Vera, que ele seja um sucesso.
Resenha dele no RoseLivros por Marcelo d´Ávila.
"Nas primeiras páginas deste livro, a autora, Vera do Val, pergunta a seu leitor: Para onde você vai, curumim do Alto Rio Negro? Entre vários caminhos possíveis, mais que perguntar, este Imaginário da Floresta ( Editora Martins Fontes ) aponta direções a seguir."

sexta-feira, 16 de março de 2007

balanço da semana

nem leitura, nem cinema, nem amigos...

isso é vida?

terça-feira, 13 de março de 2007

Malásia - Kuala Lumpur


Tirei esta foto em Batu Caves, havia um festival e eu dei sorte de ir lá neste dia. As crianças são lindas e estão sempre prontas para uma foto.
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Mais fotos minhas em diletante
Enquanto pedalava uma daquelas bicicletas sem graça de academia, fui lendo uma revista ainda mais sem graça que a bicicleta. Mas sempre ajuda a passar o tempo. Tinha lá uma entrevista com a Preta Gil que eu conheço pouco, muito pouco. Aliás, acho que a única coisa que eu sabia dela até então era o que todo mundo sabe, é filha do Gil. E não sei se por isso ou porque cargas d´água eu criei um preconceito positivo, imaginava que ela fosse interessante...ou pelo menos mais ou menos interessante, sei lá. Sei que nessa entrevista, pelo menos, o que eu vi foi uma pessoa das mais bobinhas e fúteis. Para completar o dia li o perfil da Tati quebra barraco. Achei tudo muito estranho, honestamente.
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sábado, 10 de março de 2007

Thaipusam - Singapore



Thaipusam é uma manifestação religiosa hindu. Eu tinha, em Singapura, um amigo que seguia esta religião. Ele garantia que as pessoas não sangravam e nem ficavam com cicatrizes depois disso que estão vendo aí nas fotos. Muitos perfuram também as costas em vários lugares.
Mais sobre o festival aqui.
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sexta-feira, 9 de março de 2007

Singapura





Essas fotos foram tiradas em Singapura num parque do bairro chamado Jurong, onde morei durante um tempo. Eu saía com minha primeira maquininha digital, comprada em Singapura mesmo. Hoje os pixelzinhos dela são risíveis, mas na época....bem, na época eu fiquei entusiasmada com aquela novidade e não sobrava nada, um click atrás do outro. Uma pena que muitas das fotos da minha 'época asiática' foram perdidas nas bagunças dos computadores. E na minha desorganização, claro.
Às vezes eu me pergunto se vou andar por este parque de novo, se vou passear de novo pela Orchard road, folhear livros em Takashimaya ouvindo música japonesa, vagar por Little India sentindo o perfume de tantos condimentos misturados, arregalar os olhos diante dos inúmeros deuses representados nas paredes do templo, presenciar mais um Thaipusam...e se eu pudesse viver tudo isso de novo, seria a mesma coisa? E Singapura nem é tão interessante assim. O interessante mesmo talvez seja a memória das coisas, neste caso é melhor ficar aqui e relembrar. Será assim?

Mais fotos minhas em diletante

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Veredas que se bifurcam no Roselivros.
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terça-feira, 6 de março de 2007

Comment parler des livres que l'on pas lus ?

Este livro de Pierre Bayard me deixou curiosíssima, Como falar de livros que nós não lemos? É este o título. Eu suponho que seja uma ironia, mas não tenho tanta certeza. É que estou falando de um livro que não li, obviamente. Já me disseram 'só mesmo os franceses!' Os franceses dão muita importância aos livros e à literatura, disso todo mundo sabe....e, como é impossível ler tudo, o autor diz que dá umas dicas para a pessoa se sair daquelas situações embaraçosas em que não leu um livro que é citado num grupo ou por alguém numa conversa. Diz ele que dá para discutir longamente sem ter lido o livro em questão. Ele mesmo é professor de literatura...logo. No Brasil acho que o livro dele não é muito necessário, as pessoas, de um modo geral, não têm problema em confessar que não leram ou que nunca ouviram falar de tal escritor ou livro. Outro dia sugeri a um aluno (não meu, da escola)um livro, um bem fininho para não assustar, e ele respondeu tranquilo: 'Sô muito chegado não." Honestidade é isso. Se os alunos de língua estrangeira soubessem quantos anos de curso não economizariam se tentassem ler um pouco. Só isso já seria uma boa razão.
Enfim, acho que este é um livro que vou ler, mais cedo ou mais tarde, não para tentar fazer de conta que li o que não li, eu não vivo na sociedade francesa, mas por curiosidade. Gostei deste título provocante.
Les Editions de minuit
Collection « Paradoxe »
Paris 2007
ISBN : 978.2.7073.1982.1 198
p.15 €
Mais aqui
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segunda-feira, 5 de março de 2007

Pasolini


"Não sou um indiferente, nem tampouco simpatizo com o que (hipocritamente) é chamado de "posição independente". Se sou independente, sou-o com raiva, dor e humilhação: não aprioristicamente, com a calma dos fortes, mas forçadamente. ... Meu caso não é de indiferentismo nem de independência: é de solidão. E é isso, de resto, o que me garante uma certa (talvez louca e contraditória) objetividade. "


(Pier Paolo PASOLINI. Caos; crônicas políticas. São Paulo: Brasiliense, 1982, p.37)
Pasolini nasceu no dia 05 de março de 1922.

sexta-feira, 2 de março de 2007

The Dancing Girl of Izu and Other Stories
Kawabata

Foi com este livro, publicado em 1925, que Kawabata começou a ser reconhecido. Ele é dividido em duas partes, a primeira claramente autobiográfica e a segunda com contos bem curtos, alguns baseados em lendas japonesas, com alguns elementos fantásticos. O belo conto que dá título ao livro está na primeira parte, é, aliás, o primeiro conto e um dos mais longos do livro. O narrador encontra um grupo de artistas itinerantes e se encanta com uma das meninas, Kaoru, que, por causa da maquiagem, ele imaginava mais velha, ela tem apenas treze anos. Em Diary of my sixteenth year (Diário dos meus dezesseis anos), o autor narra, em detalhes, a decadência física do avô. Nessa época Kawabata já tinha perdido o pai, a mãe, uma irmã e a avó, agora vivia só com o avô que estava morrendo.
Resenha minha no RoseLivros
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007


Foram alguns dias de intensa dor de cabeça, muito café e remédios que não faziam efeito. Como é bom acordar e sentir que aquela dor não está mais ali. Agora que temos um santo brasileiro vou recorrer a ele para curar esta enxaqueca.
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No feriado do carnaval percorri algumas cidades lindas: Pomerode, Gramado, Canela...T0das um encanto. Vou transferir as fotos e colocar aqui se estiverem boas.
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Agora é trabalho...trabalho....trabalho.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Passagem da Bíblia.




“Nós nascemos do acaso e logo passaremos como quem não existiu. (…)
Nossa vida é a passagem de uma sombra, e nosso fim, irreversível(…)Vinde, pois, desfrutar dos bens presentes e gozar das criaturas com ânsia juvenil.”

Passagem da Bíblia.
Colocada, evidentemente, na boca dos ímpios.


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

YouTube censura Ateísmo

"Ao que tudo indica, o YouTube, empresa controlada pela Google, tal como a Gmail e o Blogger (pensavam que era só a Microsoft a tentar monopolizar isto tudo?), começou a enveredar por um caminho algo estranho de censura.
Nick Gisburne é um ateu que tem utilizado frequentemente o YouTube para divulgação dos seus vídeos em que promove o ateísmo e critica o fenómeno religioso em geral. Nick produziu um vídeo com passagens do Corão que compilou a partir deste site. As passagens em causa expunham a violência explícita do Corão.
Nick viu o vídeo em causa ser banido e, por último, após várias tentativas de novo “upload” do vídeo, acabou por ser ele próprio suspenso do YouTube. Curiosamente, durante o processo, Nick criou um vídeo semelhante mas com passagens violentas da Bíblia que foi, também ele, apagado.
Será este mais um exemplo de como na sociedade norte-americana o ateísmo se encontra na base da cadeia alimentar? Ou estará o YouTube, agora que é controlado pela Google, a ter que se preocupar com a pressão de grupos económicos influentes?"
Helder Sanches
Continua aqui

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Carnaval?


Jura que é carnaval? Não em Curitiba. Thanks God! Mas por via das dúvidas vou me esconder em algum lugar ainda menos provável. Bom carnaval para os que curtem!
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Uma carta de Machado de Assis - Marcelo Coelho no RoseLivros.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Impératrice de Chine

Tzu Hsi foi escolhida, dentre inúmeras meninas manchus, como concubina para o imperador Xianfeng. Em 1856 Tzu Hsi deu à luz o único herdeiro de sexo masculino do Imperador e foi, por isso, elevada à categoria de Consorte Imperial Yi.

Impératrice de Chine
Pearl Buck
Le livre de Poche


Resenha minha no Rose.
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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Sylvia Plath


Sylvia Plath

Numa manhã do dia 11 de fevereiro de 1963, Sylvia Plath bloqueou todas as entradas dos quartos dos dois filhos, tomou uma boa dose de calmantes, ligou o gás e, às nove horas, foi encontrada morta.

S. Plath era casada com o poeta inglês Ted Hughes, estavam separados na época do suicídio e ele já vivia com sua amante Assia Wevill que, por uma triste coincidência, suicidou-se em 1969. Há muitas controvérsias e acusações em torno disso. Disso, o suicídio, e também da forma como Ted se ocupou da obra de S. Plath após sua morte. Ela mantinha um diário desde os onze anos de idade, Ted Hughes destruiu os diários escritos exatamente antes da morte da escritora justificando que devia preservar seus filhos. Usou também do seu direito de herdeiro para modificar a ordem dos poemas em Ariel e excluir alguns dos trabalhos que S. Plath tinha preparado para este livro. Pelo menos é o que dizem alguns críticos.

O primeiro livro que li desta autora foi a novela The Bell Jar que ela publicou sob o pseudônimo de Victoria Lucas, depois de sua morte foi publicado sob seu nome verdadeiro. A mãe de Sylvia tentou, sem sucesso, impedir que o livro, que é semi-autobiográfico, fosse publicado nos Estados Unidos.
Tenho vários de seus livros que comprei em sebos em Seattle, por uns poucos dólares. Daquela vez que a minha mala veio se arrebentando. Sempre relaciono, acho que já escrevi isso aqui antes, Sylvia a Ana Cristina César e, se não estou demente, Ana C. traduziu para o português alguns dos poemas de Sylvia.
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[obs: A maioria das informações sobre a vida de Plath eu retirei desta biografia (Circe Bolsillo) que recebi de presente de uma amiga querida. Em espanhol porque ela trouxe de uma viagem a Buenos Aires. É bom ser lembrada em Buenos Aires. Gracias a Dani, again and again.]

Trabalhos de Sylvia Plath
Poesia:
The Colossus (1960)
Cut (1962)
Ariel (1965)
Crossing the Water (1971)
Winter Trees (1972)
The Collected Poems (1981)
Daddy
Poppies in July
Morning Song
Lady Lazarus
Mirror
Mushrooms
Ennui

Prosa:
The Bell Jar (1963)
Letters Home (1975)
Johnny Panic and the Bible of Dreams (1977)
The Journals of Sylvia Plath (1982)
The Magic Mirror (1989)

The Unabridged Journals of Sylvia Plath, edited by Karen V. Kukil (2000)

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how quiet, how snowed-in,

I am learning peacefulness, lying by myself quietly

As the light lies on these white walls, this bed, these hands,

I am nobody . . .

Wikipedia (em português)

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E Portugal disse 'SIM'

Referendo à despenalização do aborto

PS: portugueses manifestaram “maturidade democrática” ao dizer “sim”

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sábado, 10 de fevereiro de 2007

Escultor

Obs: Já publiquei esta foto aqui antes, mas, como gosto muito dela, publico de novo.
Uma das minhas fotos preferidas da Ásia, Taiwan (Formosa). Uma pena que não anotei e esqueci o nome da cidade onde foi tirada. Não dá para contar sempre com a memória.

Gosto muito de tirar fotos das pessoas, nem sempre o faço porque é chato fazer sem pedir, algumas vezes fico com certo receio de pedir também, sei lá se o outro vai imaginar que o estou considerando um ‘ser exótico’.

No caso desse escultor nem tinha como ‘pedir’ realmente....como? Em que língua lá nos confins de Taiwan? Balbuciei alguma coisa em inglês fazendo de conta que é mesmo uma língua universal, ele continuou seu trabalhou e eu cliquei umas duas vezes e agradeci.
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"UM VIAJANTE DEVE TER OLHOS DE FALCÃO, ESTÔMAGO DE AVESTRUZ, LOMBO DE CAMELO; DEVE CARREGAR DOIS SACOS, UM CHEIO DE PACIÊNCIA, OUTRO CHEIO DE DINHEIRO." (JOHN FLORIO)

Frase retirada de Dicionário do Viajante Insólito - Moacyr Scliar

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

França - Janeiro 1997


Acho que este foi um dos piores invernos que peguei na Europa. Pegamos uma tempestade de neve na França e ficamos presos no carro por, se não me engano, 11 horas....50 kms em 11 horas e depois não tinha nenhum hotel para descansar, deram prioridade para as famílias com crianças, evidentemente. Ainda me lembro que estava com as lentes de contato que foram direto dos meus olhos para o lixo. Foi uma aventura. Uma aventura bastante fria.

Mais fotos de minhas viagens

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Plebiscito em Portugal em campanha acirrada

Embora a lei que determinou o plebiscito proíba a participação de autoridades eclesiásticas na campanha, a Igreja Católica está em franca atividade pelo não, recorrendo, inclusive, a artifícios proibidos, como envio de mensagens SMS pelo celular, tentativa de influenciar o voto de jovens alunos de escolas religiosas e vigílias em paróquias na véspera da votação. Ao todo, o “Em movimento pelo Sim” apresentou seis queixas contra a campanha “Não obrigada”

O plebiscito é neste dia 11. Eu, se estivesse em Portugal (e fosse portuguesa, claro!) não teria dúvidas, votaria pela despenalização. A pergunta que os portugueses devem responder é esta: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” Que eu saiba, o fato de permitir que outra mulher opte pela interrupção da gravidez não me obriga a fazê-lo, então que direito eu teria de interferir na vida dessa pessoa, de tornar o seu ato criminoso caso ela precise recorrer ao aborto. Não é preciso ser a 'favor' do aborto, basta ser favor da despenalização, é isso que quero dizer e acho revoltante o papel da igreja nisso tudo. Nem sei se me fiz entender...enfim, sou a favor da escolha.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Tchekov

Anton Pavlovich Chekhov
médico e escritor russo nasceu na cidade de Taganrog em 1860 e morreu de tuberculose em 1904. Era neto de um servo que comprou a sua liberdade. Sobre sua infância o autor expressa-se da seguinte maneira em uma carta ao irmão: "Filho de um servo, ... servente de loja, cantor na igreja, estudante do liceu e da Universidade, educado para a reverência de superiores e para beijos de mão, para se curvar perante os pensamentos alheios, para a gratidão por qualquer pequeno pedaço de pão, muitas vezes sovado, indo à escola sem galochas".
Continua no Rosebud
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Engraçado ou Trágico?

Uma amiga que também é professora de línguas ouviu o seguinte:
"Você só dá aulas de inglês ou trabalha também?"
Tragicômigo, não é?
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Anton Chekov - RoseLivros
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Interdiction de fumer

Desde o dia primeiro de fevereiro está proibido fumar em locais públicos na França e a partir de 2008 fica proibido fumar também em restaurantes, cafés....
Contrariamente ao que se pensava, li ontem no Le Monde, não há uma grande oposição à nova lei, mesmo uma parcela dos fumantes a aceita porque o desejo deles é parar de fumar.
Na Irlanda, quando estas medidas foram adotadas, previa-se o fim do mundo, ou pelo menos o fim dos pubs...pois nada findou e o ar ficou mais respirável.
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Anton Chekov Dover Publications, Inc, NY - RoseLivros

Um beijo de Colombina

Lendo....
Ainda estou no começo, ou melhor, acho que já estou chegando na metade, o livro é bem pequeno. A base do livro são os poemas de Manuel Bandeira. Interessante como idéia, gosto da execução também. Vou lá continuar a leitura. Se a noite for longa termino hoje, mas prefiro que não seja, quero dormir....dormir...dormir.
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ps: Terminei Um beijo de Colombina, recomendo. Bom, pelo menos para aqueles que têm um gosto mais ou menos parecido com o meu.
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A literatura de ficção morreu?
Five Great Short Stories.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Itália

Isola d'Elba


Não consigo me lembrar se fizemos esta viagem em 2003 ou 2004. Quase certeza que foi em 2003. Tenho algumas anotações, mas, cúmulo da burrice, não anotei o ano. Numa sexta-feira, 06 de junho chegamos a Milão, nem fomos à cidade. Eu já a conhecia de uma viagem que fiz com minha irmã em 95, foi, na verdade, uma parada do trem que aproveitamos. Passamos ali um dia, tempo de ver a catedral e um museu ou outro. Foi a minha primeira cidade da Itália, mas a que valeu mesmo, neste ano, foi Florença.

Então, desta vez, Milão era mais que nunca, uma passagem, alugamos um carro e seguimos até Parma onde jantamos e dormimos depois do presunto de Parma, queijo parmesão e etc. À noite andamos um pouco pela cidade e me lembro das sandálias (chinelas) caras nas vitrines, 147 euros, mais de 400 reais. Uh ! Além das sandálias caras havia também monumentos bonitos. Parma é a província onde nasceu Giuseppe Verdi, mais especificamente em Roncole di Busseto. A Itália tem lugares com nomes tão bonitos quanto esse Busseto ou ainda Grosseto
No dia seguinte pela manhã fomos para Siena que eu achei linda. Para visitar a catedral tive que me cobrir com uma túnica que contradizia tudo o que já se ouviu sobre a elegância dos italianos, feita de um papel-tecido, a túnica sapecava muito e abreviou a visita à bonita igreja toda feita em mármore – detalhes em branco e preto.
E fazia calor. E o sorvete italiano é muito bom.

No final da tarde seguimos para Piombino. Ouvi no rádio que o papa Giovanni Paolo II estava na Croácia. Ele nunca está na Itália quando eu venho. Perché?

Sem rumo pré-definido, em Piombino tomamos um barco (la nave) para a Isola d´Elba – a ilha do exílio de Napoleão. A ilha é linda. Não tínhamos reservado nada e aceitamos o primeiro quarto que achamos livre por medo de ter que dormir no carro. O hotel era simples, mas bonito e aconchegante. Vista para o mar? Só da janelinha do banheiro, mas o bar ficava aberto até a hora que a gente agüentasse (era preciso guerrear com os pernilongos but...)e dava para o mar. Ali fotografei este pôr-do-sol com um barquinho à direita e perdi um pássaro à esquerda enquanto tentava achar o foco. O quadro ficou incompleto, ainda assim gostei da foto.

À noite, no bar, tomei um expresso e tive uma noite longa e branca: gemidos da vizinha alemã, berros do gato, carro chegando, pernilongos…. Mas, por incrível que pareça, apesar da noite mal dormida tive energia suficiente para visitar a ilha de Napô. E subimos e descemos e subimos e descemos e arrebentei a minha sandália brasileira. Felizmente tinha um par de tênis no carro e P.,muito gentilmente, foi buscá-los para mim enquanto eu esperava numa das escadas ao lado de um bar que tocava sem parar músicas de Jorge Ben. Mais tarde, no rádio, escutei também ´Os Tribalistas` e ….Roberto Carlos cantando uma música feia que eu nunca tinha ouvido antes. Alugamos também um barco para dar uma volta pela ilha. Muitas mulheres com as peitanças de fora. Esse foi o dia 08.

No dia 09 tomamos o Ferry e deixamos a ilha. Fomos para Pisa e vi as torres pela primeira vez. Depois seguimos para Milão passando por Spezia e em frente ao ospedale civile tomamos, no café Bebo´s, o pior expresso da Itália.

Chegamos, enfim a Milão e, de novo, não fomos à cidade, procuramos um hotel perto do aeroporto porque tínhamos que voltar muito cedo. Ciao Itália!
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"Un mito cuenta que el archipiélago Toscano surgió cuando la Venus Tirrénica emergió de las aguas del Mar Tirreno y rompió una diadema de perlas que llevaba en su cabeza. De la caída de esas perlas surgieron en el mar las siete islas que componen el archipiélago: Elba, Giglio, Capraia, Giannutri, Gorgona, Montecristo y Pianosa."
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras

Esse foi um prêmio (um dos muitos) que recebi do projeto Leia Livro por uma resenha. É um projeto maravilhoso, quem não conhece precisa conhecer, já falei dele aqui antes...insisto, afinal não é todo dia que recebo um 'livrão' destes por uma resenha.

Veja aqui como funciona:
O Leia Livro é uma comunidade de leitores - saiba como participar. As melhores indicações de leitura publicadas no site se tornam boletins transmitidos diariamente por nove rádios em todo o país. Cada resenha que render boletim vale um livro novo que você escolhe e recebe pelo Correio. Os livros são doados por editoras conceituadas como Companhia das Letras, Record, Martins Fontes, Conrad, entre muitas outras. Essas editoras nos dão seus lançamentos para aumentar as possibilidades de que eles sejam difundidos pelo rádio. E além de receber o prêmio, você ainda faz uma boa ação estimulando o hábito da leitura.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Vai levar um peixe ou um livro?



Pescador separou parte de sua barraca na feira livre de Pirapora para expor livros, que são emprestados à população

Eduardo Kattah, ENVIADO ESPECIAL, PIRAPORA (MG)

Nos últimos meses, o pescador Leonardo da Piedade Diniz Filho, de 40 anos, viu sua clientela crescer e se diversificar na feira livre de Pirapora, cidade às margens do Rio São Francisco, no norte de Minas Gerais. Os freqüentadores estão sendo atraídos à barraca de Léo do Peixe, como é conhecido, não só pelos dourados, surubins e curimatãs como também pela inusitada oferta de livros. O pescador virou a principal atração da feira dominical ao criar o Clube da Leitura, em fevereiro do ano passado.


Continua no Estado.
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007

The king of the hill

Esse é o reizinho do pedaço.
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sleepless in Curitiba



Essa foi uma noite disgracenta e se tem uma coisa que me tira do sério é uma noite mal dormida. Vou precisar de muita cafeina...

Sleeping woman - Pablo Picasso.
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domingo, 28 de janeiro de 2007

O Perfume- História de um Assassino

Este foi o filme deste fim de semana. Na verdade, quando saí de casa, a prioridade não era o cinema, era comer, daí dei uma olhada nos cartazes, podia escolher entre dois lonnnngas, Babel e este Perfume (147 minutos, não precisava). Para o Babel eu ia ter que esperar mais de uma hora. Comi correndo e fui ver o Perfume. Isso quer dizer que eu não fiquei algumas semanas planejando e me dizendo 'eu tenho que ver este filme'. Não.

Como a maioria das gentes, li o livro nos anos oitenta. Achei interessante, mas não me apaixonei pela história como muitos que o veneram até hoje.Tampouco me apaixonei pelo filme. É bonito, às vezes nojento. Muita gente dizia que era impossível transformar o livro em filme porque ele trata de uma coisa impossível para cinema: o cheiro. O cineasta que não é bobo respondeu que por isso não, o livro também não tinha cheiro. Voilà. Mas o que eu ia dizer é que, às vezes, temos a impressão de sentir o cheiro, tanto na hora das 'nojeiras', o mercado de peixe, dentre outros, quanto quando os campos de lavanda são mostrados ou quando as pétalas de rosas vermelhas são despejadas. Há cenas lindas. O ator principal, que eu não conhecia até aqui, é muito bom e a moça que faz o papel de Laura é branquinha e tem lindos cabelos ruivos. Há ainda outra ruiva no começo do filme. Deve significar alguma coisa.

Sobretudo o final do filme é meio estranho, não a orgia, mas o exagero. Mas não vou dizer muito para não estragar a surpresa de quem ainda for ver o filme.


Vasculhando aqui na rede descobri que o cineasta é o mesmo de Corra Lola corra. Fiquei boquiaberta, não podiam ser mais diferentes.


Algumas palavras do diretor sobre o filme:

"Esta não é uma história sobre um estranho mundo de fantasia com um homem louco que por acaso tem um olfacto apurado", afirmou Tykwer. "É, sobretudo, a história de um homem terrivelmente só, tema clássico na literatura e na dramaturgia"(...) "Este é um tema com que todos nos podemos identificar secretamente – o stress de termos sempre que nos 'promover', para impressionar os outros".
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sábado, 27 de janeiro de 2007

Malásia

Kuala Lumpur (1)
Mesquita - Kuala Lumpur (2)

Malásia - em algum canto perdido (3)

A primeira foto eu fiz da janela do meu apartamento em Kuala Lumpur. Era um lugar muito bonito com todo esse verde que se pode ver aí. Na segunda foto uma mesquita que, infelizmente, não ficava muito longe de casa o que significa que às cinco horas da manhã (madrugada, eu diria) éramos acordados com o som de ALLAH, AKBAR! o chamado para a primeira oração do dia. E eu com isso, né? Nada, mas tinha que escutar do mesmo jeito, quem estava na terra deles era eu. É verdade, terra deles (há isso, terra de alguém? Bom mesmo é se tudo fosse de todos), já a religião muçulmana não é lá muito 'deles' segundo Naipaul num dos seus excelentes livros Beyond Belief: Islamic Excursions Among the Converted People, o islã é imperialista, não é a religião 'natural' desta parte Ásia. Entretanto, o maior país muçulmano hoje é a Indonésia e um dos mais fanáticos também.

Na última foto eu escrevi 'em um canto perdido da Malásia' porque estávamos realmente perdidos. Saímos um fim de semana para passear de carro e nos perdemos, não encontrávamos ninguém que falasse inglês...mas foi bom, perder-se também é uma forma de conhecer. E sabíamos que não estávamos tão longe de Kuala Lumpur.
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